Farpa entre os dedos
Dedos entre espinhos
Serragem que exala o cheiro das rosas
Faíscas que iluminam
Os passos noturnos
Pregos curtos, não a impediram de voar
Labor inútil
Construção inacabada
Sem o totem gerador de vida
intimidades superficiais
sexta-feira, 13 de julho de 2007
sexta-feira, 15 de junho de 2007
diálogo na insônia
A vida as vezes é cômica
Talvez sarcástica, talvez irônica
Destino ou coincidência?
Sorte ou tormenta?
Escolhas fazer,
Não escolher
O que quero não penso
O que penso não quero
Viver no conflito
Ou correr o risco?
Talvez sarcástica, talvez irônica
Destino ou coincidência?
Sorte ou tormenta?
Escolhas fazer,
Não escolher
O que quero não penso
O que penso não quero
Viver no conflito
Ou correr o risco?
segunda-feira, 11 de junho de 2007
estudar, trabalhar, enriquecer
Estudar dezenas de anos
Aprender, se esforçar e aturar
Tudo isso para...
Trabalhar dezenas de anos
Acordar, suar e aguentar
Tudo isso para...
Enriquecer por alguns anos
Ajuntar, poupar, se alegrar
Tudo isso para...
Morrer pelo resto dos anos...
(sejam bem vindo à vida!!!!)
Aprender, se esforçar e aturar
Tudo isso para...
Trabalhar dezenas de anos
Acordar, suar e aguentar
Tudo isso para...
Enriquecer por alguns anos
Ajuntar, poupar, se alegrar
Tudo isso para...
Morrer pelo resto dos anos...
(sejam bem vindo à vida!!!!)
terça-feira, 15 de maio de 2007
eterno baile de máscaras
Máscara eternamente soldada
Deforma o rosto pálido
Pessoas já não existem
Aparência é regra básica
No baile da vida
Danças mecânicas
Passos repetidos
Ainda animam a festa
Revelação impossível
Nos move a cada dia
Em busca de algo
Que nos fará viver
(uma das que mais gosto)
Deforma o rosto pálido
Pessoas já não existem
Aparência é regra básica
No baile da vida
Danças mecânicas
Passos repetidos
Ainda animam a festa
Revelação impossível
Nos move a cada dia
Em busca de algo
Que nos fará viver
(uma das que mais gosto)
quinta-feira, 10 de maio de 2007
a sutil overdose
As raivas digeridas
Gastrite que alucina
Quietude estampada
Insônia à luz do nada
Sutileza
Escondendo
Lerdeza
Corroendo
A pequena dose
Minha overdose
Mais mortal é claro
Do que porres diários
(poesia inédita, é bem recente - inspirada num dialógo com a Zi)
Gastrite que alucina
Quietude estampada
Insônia à luz do nada
Sutileza
Escondendo
Lerdeza
Corroendo
A pequena dose
Minha overdose
Mais mortal é claro
Do que porres diários
(poesia inédita, é bem recente - inspirada num dialógo com a Zi)
terça-feira, 24 de abril de 2007
vozes e vultos
Vozes ecoam na mudez do mundo
Rasgando os papéis deste teatro
Visto por um público ausente
Rindo dos atores principais
Vultos e ilusões preenchem a trama
Rigorosamente trajados em corpos nus
Vagando por entre becos escuros
Rumo ao destino de ser inicial
Rasgando os papéis deste teatro
Visto por um público ausente
Rindo dos atores principais
Vultos e ilusões preenchem a trama
Rigorosamente trajados em corpos nus
Vagando por entre becos escuros
Rumo ao destino de ser inicial
domingo, 22 de abril de 2007
odor da putrefação
Sinta o aroma dos campos
Vindo da inocência
Inocência dos simples
Mortos em combate
Os conflitos cotidianos
Anulam as possibilidades de fuga
Fuga interior de sua própria dor
O suave odor da putrefação
Sufoca a vontade de gritar
Vales vermelhos todos os dias
Esperam valentes
Dispostos a vencer a si próprios
Vindo da inocência
Inocência dos simples
Mortos em combate
Os conflitos cotidianos
Anulam as possibilidades de fuga
Fuga interior de sua própria dor
O suave odor da putrefação
Sufoca a vontade de gritar
Vales vermelhos todos os dias
Esperam valentes
Dispostos a vencer a si próprios
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